Nesta sexta-feira, dia 14 de abril, às 19h, o grupo de coral Octocantos realizará uma apresentação no Santuário Santa Terezinha de São Manuel, sob a regência de Carlinhos Martorelli. Com entrada franca, o coral apresentará obras de diversos períodos da história da música, que conduzem o público pelos vários acontecimentos da Semana Santa, com entrada franca.
O público escutará o repertório do Padre João Batista Lehmann, que teve importante atuação no Brasil no sentido de orientar e estimular a música na Igreja Católica.
Santuário Santa Terezinha de São Manuel está localizado no Centro da cidade, na Rua Sete de Setembro, 836.
O Pe. João Batista Lehmann era alemão, nascido em Mertloch, na Renânia, em 1873. Estudou música desde criança, dedicando-se ainda mais aos estudos musicais depois de entrar para a Congregação do Verbo Divino. Foi ordenado sacerdote em 1899 e no ano seguinte veio para o Brasil, para atuar na Academia de Comércio de Juiz de Fora como professor e músico.
Lehmann teve importante atuação no Brasil no sentido de orientar e estimular a música na Igreja Católica. Chegando ao Brasil, iniciou um grande trabalho, apesar de todas as dificuldades, por uma nova música funcional na Igreja. Faltavam partituras, livros de canto gregoriano, e a mentalidade dos músicos de Igreja estava dominada pelo operismo. Sem alardes, pouco a pouco, foi encontrando músicas e textos corretos, mudando a mentalidade, criando coros e, na falta de músicas para festividades, passou a compor música religiosa.
Em 1922 passou a atuar como diretor do jornal Lar Católico. No entanto, não deixou de compor. Assim, surgiu o livro de cantos a uma ou mais vozes com acompanhamento de harmônio: Harpa de Sião bastante popular e utilizado em todas as igrejas e capelas católicas do Brasil, até o Concílio Vaticano II. Sua fama de compositor litúrgico afirmou-se em todo o país. É verdade que teve grandes aliados como seu próprio antecessor acadêmico Frei Sinzig.
Em 1925 passou a viver no Rio de Janeiro. Em 1946, criada a comissão arquidiocesana de Música Sacra do Rio de Janeiro, foi convidado para integrá-la e nela permaneceu até o fim de sua vida.
Foi eleito para a Academia Brasileira de Música, tomando posse a 27 de setembro de 1954, sendo saudado por Octávio Bevilacqua.
Faleceu no dia 13 de outubro de 1955, aos 82 anos de idade.