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Prefeitura Municipal de São Manuel - SP
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JOSÉ PEDROSO DE MORAES SALLES - 01/01/1895 a 31/12/1895

O Tenente Coronel José Pedroso de Moraes Salles nasceu em Campinas em 1850, sendo da tradicional família Moraes Salles, Faleceu em 4 de março de 1928 aos 78 anos de idade, casado com a senhora Maria Isabel Cantinho Salles, deste enlace nasceram os filhos Mauro Salles, Octavio Salles casado com a senhora Lavínia Meirelles Salles, Dr. Ibânez de Moraes Salles casado com Luiza Lemos de Moraes Salles, Fernão Salles casado com a senhora Lucília Freire Salles, Rubens Salles casado com a senhora Maria de Almeida Prado Salles, Rachel Salles Craig casada com o senhor John Craig, José Pedroso de Moraes Salles Filho casado com a senhora Margarida Salles, Isaura Julieta Salles e Ruth de Moraes Salles.   Tinha como Irmãos os coronéis Antonio Carlos Salles, José Paulino Nogueira Salles, Diogo de Moraes Salles.

Foi um grande capitalista que possuía terras em vários municípios, Campinas, Piraju e São Manuel onde fixou residência por muitos anos, foi presidente da câmara Municipal de São Manuel no ano de 1895, neste período equivalia a prefeito municipal. Fervoroso propagandista da republica viu e participou na extinção do tempo do império brasileiro.  Foi um dos fundadores do Estado de São Paulo.  

Funcionário por muitos anos do “Banco Hypothecario e Agrícola do Estado de São Paulo”. Foi nomeado para cargo de Fiscal Geral dos Banco do Distrito Federal em são Paulo na data em março de 1922 e até sua morte foi procurador da Casa Comissária Procópio Carvalho do Município de Santos.

Escapou da morte com o naufrágio do Vapor Guasca, momento pelo qual achou uma boia amarrada ao casco, cortou-a com um canivete e se jogou ao mar permanecendo 6 horas à deriva “Em tão angustiosa situação, o sr. coronel Salles procurou felizmente com a máxima calma desprender u, salva vida de borde e atirar-se ao mar pelo lado oposto aquele pelo qual o navio adornava. Esse intento s.s. logrou servindo-se de um canivete Rodgers com o qual cortou o cabo que prendia a murada o aparelho de salvação”, muitos escaparam da morte nesta situação. O coronel Salles conta o episódio afirmando que foi angustiante ver pessoas se afogando e pedindo socorro e nada poderia fazer.

O acontecido foi em 5 dezembro de 1907, o vapor que havia saído de Paranaguá, na altura do cabo da Jure entre Iguape e Peruíbe colidiu com o vapor argentino San Lorenzo, havia uma forte neblina, deste acidente morreram 29 passageiros e 10 tripulantes. O vapor Guasca foi construído em 1874 e tinha 275 toneladas e fazia 3 viagens por mês. 

Quis o destino que o coronel dispensasse seu filho, que embarcaria também, mais dias antes o mandou para a Capital, embarcando posteriormente sozinho. As fontes não revelam qual filho era

Conceituado pelo caráter ilibado, trabalhador com uma capacidade gerencial importante, homem de bom trato e educação, “um caráter nobilíssimo conhecido e acatado tanto pela sua perfeita probidade, como pela amenidade do seu trato, que a toda gente captivava desde o primeiro momento, e pelo incansável zelo que punha a servir a todos quanto apelavam para os seus inúmeros e valiosos préstimos. ”[1] Grande personagem de nossa história manuelina.

 

Por Eduardo Ayres Delamonica


[1] Jornal o Movimento (São Manuel) 11 de março de 1928

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